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Olá internauta,
Bem vindo a minha página!
Neste espaço irei tentar resumir ao máximo um pouco da minha história.
Nascido em Belo Horizonte, sempre fui um frequentador nato do Minas Tênis Clube. Graças a minha avó Julieta e aos meus pais, que sempre foram fãs de esporte e deram total apoio para que os netos e filhos, cresci no clube praticando esporte. Lembro que aos 7 anos comecei fazendo o curso básico no Minas 1, um curso que abrange todos os esportes possiveis. Já no final do curso tive que escolher a modalidade em que eu me dava melhor para poder entrar nas escolinhas, assim, acabei entrando no volei e fazendo um teste para a equipe de natação. Quando tinha uns 11 anos de idade minha vida era divida entre esses dois esportes, mas no final acabei optando pela água. Mas até hoje eu gosto de jogar volei e sou muito grato por ter tido esse "problema" em escolher entre os dois esportes.
Já na equipe do Minas, conquistei medalhas, experiência, mas acima de tudo muitos amigos e tenho um respeito enorme por todos que me ajudaram a chegar aonde estou. Adriana, Zezinha, Roberto, Bel e Mauro foram fundamentais para a minha carreira. Depois de ter conquistado o meu primeiro brasileiro de categoria em 1998, ter pego minha primeira seleção no sulamericano de 1999 e ter ganho minha primeira medalha em Trófeu Brasil em 99, acabei seguindo o técnico Reinaldo e fui para o Rio. Cheguei no Flamengo em 2000 e por lá fiquei até meados de 2001 onde fui tentar a sorte na terra do tio Sam. Fiz meu último ano do colégio na California High School em San Ramon onde aprendi inglês e comecei a aparecer para os americanos. Já no final do meu ano eu tinha propostas para cursar várias universidades, mas decidi entrar na Universidade da Califórnia em Berkeley, onde me formei em 2007 no curso de relações internacionais.
Sem dúvida nenhuma os cinco anos que passei em Berkeley foram inesquecivéis. O tanto que eu aprendi, não só com o Nort Thorton e o Mike Bottom, mas com os meus professores e amigos, além da expêriencia única de "sobreviver" sozinho em outro país. Foi em Berkeley que tive um dos highlights da minha carreira de nadador, quando ganhei os 100 e os 200 peito no NCAA em Atlanta no meu último ano de faculdade. O mais impressionante foi o reonhecimento e o respeito com que tive. Via meu nome no jornal, outdoor, e não me esqueço do dia em que fui honrado com uma foto no hall da fama.
Assim que me formei tive o Pan do Rio onde foi uma das mais dolorosas experiências que tive em minha vida. Logo após o mundial na Austrália em 2007 fui diagnosticado com uma hérnia de disco que estava pegando no nervo ciático. E durante toda a minha preparação para o Pan sofri com as dores na lombar e muitas vezes não conseguia nem nadar.
No Pan sobrevivi a base de anti-inflamatórios. Mas nem tudo estava perdido. Depois de um 100 peito ruim consegui dar a volta por cima nos 200 peito conseguindo uma prata e no dia seguinte ganhei mais uma no revezamento medley. Depois de uma recuperação demorada e chata, consegui melhorar um pouco para treinar para as Olímpiadas. Antes tive que passar pelo maior teste da minha vida que foi a última seletiva no Maria Lenk. Além de ter sido uma prova fantástica, fiquei mais impressionado comigo mesmo. Eu achava que me conhecia bem, mas na seletiva eu provei pra mim mesmo que ainda tinha muita coisa pra aprender sobre mim. Fiquei clamo, tranquilo e consegui o que já estava na minha cabeça desde de 2004 quando fiquei a dez centésimos do índice Olímpico. Já nas Olímpiadas, tive uma preparação muito boa, mas o nervosismo deixou tomar conta, a calma que tive na seletiva dessa vez não apareceu, e pouco tempo antes de entrar pro balizamento a roupa rasga, e sinceramente, isso não aliviou nada o meu nervosismo.
Mas mesmo não nadando bem, os jogos foram simplesmente o evento mais surreal em que participei. Valeu cada segundo q estive por lá. Queria que todos pudessem ter a mesma sensação que eu tive quando entrei na vila. Inexplicável!
Foi díficil resumir tudo, mas espero que vocês tenham tido uma idéia melhor da minha história.

Abraços,
Henrique Barbosa
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